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Guia do Crédito

Como calcular o valor da prestação de um crédito clássico?

Publicado em 17-03-2016 por Cofina Conteúdos

Imagine o seguinte exemplo: Solicitou um crédito no montante de 10.000€ para realizar obras em sua casa, que vai pagar em 60 meses, com taxa de juro anual nominal (TAN) de 9%.

A prestação é calculada tendo por base os seguintes cinco elementos:

 

Capital – Trata-se do montante que pediu emprestado e está em dívida, neste caso 10.000€.

Juros – Resultam da aplicação da taxa de juro (9%) sobre o montante emprestado em dívida, ou seja o capital (10.000€).

Imposto de Selo sobre os juros – Sobre os juros pagos , é aplicado o imposto de selo legalmente definido – 4% -, sendo este imposto entregue ao Estado pela Instituição Financeira.

Comissão de processamento da prestação – Referente ao custo associado ao serviço de processamento da prestação.

Imposto de selo sobre comissões – Tal como no imposto de selo sobre juros, aplicação do Imposto de Selo legalmente estipulado em 4%, sobre as comissões, sendo este imposto entregue ao Estado pela Instituição Financeira.

 

1. Capital

Os créditos clássicos são geralmente amortizados em prestações constantes durante o período contratado, que neste caso são 60 meses. Ou seja, o cliente amortiza os 10.000€ em 60 prestações durante 60 meses. Apesar do valor da prestação ser constante, os valores de amortização de capital, juros, imposto de selo e restantes comissões variam de mês para mês.

 

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2. Juros

O ponto de partida para os cálculos dos juros é a taxa de juro.

A taxa anual nominal, vulgarmente designada por TAN, é a taxa que, multiplicada pelo montante em dívida, geraria o juro que o Cliente teria de pagar pelo crédito pelo período de um ano, caso só pagasse uma prestação por cada ano decorrido no contrato de crédito.

Uma vez que, no nosso exemplo, como na maioria dos casos, as prestações são mensais e não anuais, teremos de encontrar a taxa de juro mensal efetiva equivalente à TAN, que resultará da divisão da TAN por 12 meses, sendo neste caso 9% ÷ 12 = 0,75%.

No nosso exemplo, para o cálculo dos juros a pagar mensalmente, teríamos de multiplicar 0,75% sobre o total de capital em dívida.

 

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3. Imposto de Selo sobre os juros

No primeiro mês, o juro a pagar seria de 10.000€ x 0,75% = 75€, ao qual acresceria o respetivo imposto de selo, 75€ x 4% = 3€.

O imposto de selo sobre juros é calculado sempre que exista lugar ao pagamento de juros, sendo o seu valor legal atual de 4%. Este valor é obrigatoriamente entregue ao Estado por parte das instituições financeiras, que efetuam a sua cobrança.

No exemplo utilizado, o valor do Imposto de Selo sobre juros da primeira prestação seria de 75€ x 4% = 3€. Uma vez que os juros pagos são decrescentes ao longo do contrato, também o imposto de selo será menor na prestação seguinte.

4. Comissão de processamento da prestação

Sempre que uma prestação é paga, é cobrada a comissão de processamento da prestação. O objetivo desta comissão é custear o serviço associado ao cálculo e à transação de débito realizada à conta do Cliente para a cobrança do valor devido. Esta comissão varia consoante a Instituição Financeira e é geralmente um valor fixo.

 

5. Imposto de selo sobre comissões

A última componente para o cálculo da prestação é o imposto de selo sobre comissões. À semelhança do imposto de selo sobre juros, também as comissões são alvo de imposto de selo, que deverá ser retido e entregue ao Estado pelas Instituições Financeiras. Atualmente o imposto de selo sobre comissões é de 4%. Aplicando à comissão de processamento da prestação, no nosso exemplo vamos considerar de 1,44€ x 4% = 0,06€, ou seja, a nossa comissão com imposto de selo será de 1,50€.