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Casa

Literacia financeira, a chave para as melhores decisões

Publicado em 06-09-2018 por Cofina Conteúdos

A 8 de setembro assinala-se o Dia Internacional da Literacia, este ano dedicado à “Literacia e desenvolvimento de competências”, nas quais se inclui a literacia financeira, essencial para uma sociedade responsável, ciente não só dos seus direitos como das suas responsabilidades

Instituído pela UNESCO para não só celebrar os avanços na área da literacia em todo o mundo, mas também para refletir sobre desafios lançados pela mesma, o Dia Internacional da Literacia é assinalado anualmente, envolvendo governos, sociedade civil e setores privados, ONG e demais interessados num esforço conjunto para promover a literacia como uma parte integrante da aprendizagem ao longo da vida.

Literacia financeira, o que é?

Trata-se da educação e compreensão das várias questões relacionadas com o dinheiro, a sua gestão e consumo consciente, sistema bancário, poupança e investimento, entre outras, com vista a facilitar a tomada de decisões relativamente às finanças pessoais e desenvolvimento de competências relacionadas com orçamento familiar, empréstimos, planeamento de reforma, prevenção de fraude, etc.

Níveis baixos de literacia financeira estão normalmente associados a escolhas más ou questionáveis no que diz respeito às finanças pessoais, com impacto negativo na qualidade de vida dos indivíduos.

O papel dos pais

A educação financeira deve começar em casa desde cedo. Perceber o valor do dinheiro é algo que uma criança de 4 anos já tem capacidade. Explicar-lhes que não é um recurso ilimitado, que se conquista com trabalho, são passos por onde se pode começar, remunerando, por exemplo, algumas tarefas como separar o lixo, ajudar a lavar o carro, etc. É importante também explicar-lhes a importância de gastar com responsabilidade e sobretudo de pouparem para algo que desejem, como um jogo.

Outro conceito importante a abordar com os mais novos é o do empréstimo e da necessidade de o pagar a tempo e horas – nas primeiras vezes que emprestar dinheiro aos seus filhos, para comprarem mais cedo o jogo para que têm andado a poupar, por exemplo, institua um prazo realista para pagamento e multas em caso de falha, que podem ser 5/10 cêntimos diários/semanais.

Elementos-chave

São cinco as componentes essenciais da literacia financeira, de acordo com a Forbes:

  1. Bases orçamentais – Fazer e manter-se fiel a um orçamento (pessoal, familiar, etc.) é uma das competências mais importantes, tarefa extremamente facilitada nos dias que correm graças a um sem-número de sites e apps desenvolvidas especificamente para o efeito.
  2. Noção dos juros e do seu impacto – Os juros podem ter um impacto significativo nas suas finanças, por isso a perceção do seu funcionamento é algo que se deve adquirir desde cedo. Além de contribuir – ou não – para ajudar a aumentar as suas poupanças, pode ser útil na altura de contrair um empréstimo.
  3. Hábitos de poupança – Algo a adquirir desde cedo para se conseguir manter uma situação financeira estável ao longo da vida, direcionados, por exemplo, para objetivos de médio prazo inicialmente, como uma viagem, um carro, entrada para uma casa, e mais tarde – mas não muito – para a reforma, mesmo que esta ainda esteja longe.
  4. Noções de débito e crédito e da necessidade de uma gestão responsável de ambos.
  5. Atenção à segurança e roubo de identidade – uma questão incontornável nos dias que correm, em que os dados pessoais, incluindo os financeiros, se encontram bastante vulneráveis e sujeitos a fraude. Prevenir este tipo de situações, protegendo passwords e limitando a informação partilhada online é fundamental para a proteção de contas.