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Seguro contra danos próprios: o melhor investimento para si?

Publicado em 04-06-2018 por Cofina Conteúdos

Possuir um automóvel implica a obrigatoriedade de ter seguro. Saiba se um contra danos próprios, popularmente conhecido como contra todos os riscos, mais abrangente, mas também mais dispendioso, é a melhor opção para si.

Se tem carro ou qualquer outro veículo com motor, tem de ter seguro. Pode optar entre um de responsabilidade civil (também conhecido como seguro contra terceiros), obrigatório, e um comummente conhecido como contra danos próprios (ou seguro contra todos os riscos), mais abrangente do que o anterior e, consequentemente, mais caro, embora não garanta cobertura total ao segurado, até porque nenhum seguro o faz.

De acordo com os Seguros de Portugal, o seguro de responsabilidade civil, como referido, “é obrigatório e deve acompanhar o condutor, juntamente com os outros documentos obrigatórios legalmente exigidos para a utilização das vias públicas” (…). A mesma fonte diz ainda que “os riscos cobertos são englobados nas categorias de danos corporais e materiais infligidos a terceiros”, referindo como exemplo: “Danos corporais em ciclistas ou peões; danos materiais noutro veículo; danos corporais em ocupantes do próprio veículo, excetuando o condutor; danos materiais em estruturas e edifícios.”

Contra quase todos os riscos

O seguro contra danos próprios ou contra todos os riscos tem uma maior abrangência, podendo cobrir adicionalmente, dependendo da seguradora, os danos sofridos pelo carro num acidente em que o condutor possa ser culpado, danos à viatura (riscos ou mossas, por exemplo), atos de vandalismo e terrorismo, colisão, choque, incêndio, quebra isolada de vidros, catástrofes naturais, raio, roubo, furto, assistência em viagem, assistência médica, privação temporária do uso do veículo, veículo de substituição, entre outros.

Como se trata de uma opção mais dispendiosa, deve assegurar-se de que é a melhor escolha para si e para o seu automóvel. Convém ter em atenção que anualmente os automóveis sofrem uma desvalorização na ordem dos 20%, pelo que a partir do quinto ano – talvez mesmo a partir do terceiro (dependendo do estado do carro e da quilometragem) – este tipo de seguro pode já não se justificar, a não ser, por exemplo, que more numa zona com elevada taxa de vandalismo ou furtos ou com elevado risco de incêndio. Em caso de acidente e de perda total, o segurado apenas receberá o correspondente ao valor comercial da viatura. Fazendo as contas, este tipo de seguro só compensa nos primeiros anos de vida do veículo, revelando-se uma opção (ainda mais) cara posteriormente.

Se a estética do carro é um aspeto importante para si, se não gosta de ver riscos ou pequenas mossas, o seguro contra todos os riscos/danos pessoais é algo a ponderar, uma vez que assegura que o veículo será reparado, mas há um senão: quanto mais recorrer ao seguro, mais cara lhe custará a apólice anual.

O uso que dá ao seu carro é outro fator a ter em consideração na hora de optar por um seguro contra todos os danos: quanto mais usar o veículo, mais compensa este tipo de seguro; se, pelo contrário, o utilizar sobretudo aos fins de semana, a probabilidade de acidente é menor, a melhor aposta será o seguro de responsabilidade civil.

Independentemente da decisão tomada, peça sempre várias simulações para escolher a melhor opção para si.