Powered by

Cetelem
Notas em Dia
O que ter em conta ao comprar um carro novoO que ter em conta ao comprar um carro novo

O que ter em conta ao comprar um carro novo

O que ter em conta ao comprar um carro novo

Gasolina, diesel, híbrido ou elétrico? Citadino ou compacto? Francês, alemão, japonês, americano? Se está a pensar comprar um carro novo, estas são questões que provavelmente já lhe surgiram, dada a oferta no mercado. Eis o que deve considerar

Comprar um carro é atualmente um investimento considerável que deve ser ponderado não só devido à numerosa oferta existente como também em termos de todos os custos extras que lhe estão associados, que vão desde o combustível ou carregamentos elétricos a impostos, manutenção e seguros, por exemplo.

Hora de fazer contas

Comprar um carro novo, seja o primeiro ou não, reveste-se sempre de alguma expectativa e emoção, digamos assim, mas, a não ser que tenha todo o dinheiro disponível, é necessário definir quanto pode despender no imediato e quanto pode ficar a pagar mensalmente. Esta é, por isso, uma boa altura para passar o seu orçamento em revista para ficar com uma ideia mais clara das suas finanças e começar a procurar desde logo soluções de financiamento, se necessário. Se não se tratar do primeiro carro, considere nas contas o valor de retoma ou venda do que possui.

Quais são as suas necessidades reais, concretas?

Antes de se precipitar para uma determinada marca e modelo, há que avaliar as suas necessidades e o uso que vai dar ao carro. A dimensão do agregado familiar, o tipo de percurso que habitualmente faz – citadino ou de estrada, e a média de km que percorre por mês são algumas das questões que deverá analisar. Se se tratar de um carro para uma família com filhos pequenos, precisará de espaço para acomodar as cadeirinhas e também de uma bagageira espaçosa, o que já não será necessário se se tratar de um veículo para usar em cidade, apenas por uma pessoa, situação em que um modelo económico e compacto será o ideal. Quanto ao consumo, tenha em conta os consumos do percurso que habitualmente faz. Se normalmente conduz em cidade no trânsito, considere o consumo urbano, mas se o seu percurso habitual é em estrada e sem trânsito, já deverá considerar o consumo extra-urbano.

Faça uma pré-seleção

Depois de avaliadas as suas necessidades e disponibilidade financeira, é altura de escolher alguns modelos que reúnam os vários requisitos exigidos – se facilitar, faça o inverso e vá descartando os automóveis que não se ajustem às suas necessidades em termos de equipamento ou características técnicas. Por exemplo, mudanças ou caixa automática, aviso de veículo em ângulo morto, airbags adicionais como os laterais ou de pescoço, assistente de manutenção de faixa e/ou de marcha atrás, ar condicionado, etc.

Online consegue ter acesso a todas as marcas e modelos e inclusive comparar os concessionários com melhores ofertas.

Compare versões do mesmo modelo. As alterações das versões mais recentes, mais caras, podem não justificar para si e para o tipo de uso que pretende a diferença de preço.

Depois de selecionados alguns modelos, é hora de visitar os concessionários para os ver ao vivo e senti-los. Pode sempre pedir um test drive antes de se decidir, o que permite dissipar eventuais dúvidas que possa ter.

Aproveite para se informar sobre ofertas (descontos e/ou equipamento).

A combustão ou elétrico?

Se os automóveis com motores a combustão (gasolina e gasóleo) conquistavam até há bem pouco tempo as preferências dos consumidores, os planos para a eletrificação da mobilidade e, sobretudo, os recentes aumentos no preço dos combustíveis fósseis apontam para uma mudança de paradigma que se reflete numa preferência crescente por veículos elétricos e híbridos plug-in, influência também dos incentivos fiscais de que são alvo. É uma questão que deve merecer alguma análise, até porque no que respeita a autonomia e pontos de carregamento elétrico, os principais pontos negativos apontados em relação à mobilidade elétrica, têm sido muitos os avanços nos últimos tempos. O mesmo parece estar a acontecer com os preços das baterias novas destes últimos, que se prevê virem a decrescer nos próximos anos. E há a considerar também que, quanto menor for o índice de emissão de CO2 da viatura, menor é o custo do imposto a pagar. A somar, o mercado tem ofertas muito vantajosas para quem opte para uma mobilidade mais sustentável.

Leia também: A pensar mudar de carro? Vantagens dos carros elétricos

Antes de assinar o contrato

Negoceie a compra, não custa nada tentar, e se se tratar de uma troca de carro, veja quanto lhe pagam pelo seu antigo. Compare o valor que lhe oferecem pelo seu antigo com o valor de mercado de usados e avalie a opção mais favorável.

Leia bem toda a documentação apresentada, letrinhas miudinhas incluídas, e certifique-se de que está tudo em conformidade com o acordado e que não estão contemplados custos extras com serviços ou produtos, por exemplo.

Esclareça todas as dúvidas que possa ter.

Seguro precisa-se

Tenha em atenção que não pode sair do concessionário sem o carro ter seguro adequado. Pesquise as ofertas que existem no mercado e escolha aquele que, dentro da sua disponibilidade financeira, melhor o proteja e preste o apoio necessário em caso de avaria ou acidente.

Leia também: Trocar carro: ALD, leasing ou renting