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Como atuar com o fim das moratóriasComo atuar com o fim das moratórias

Como atuar com o fim das moratórias

Como atuar com o fim das moratórias

O final de setembro representou para muitas pessoas o fim das moratórias. Se é o seu caso, é essencial saber em que estado se encontram as suas finanças

A pandemia de covid-19 fez com que muitas famílias perdessem rendimentos, levando-as a recorrer a moratórias de crédito privadas para aliviar os encargos mensais. Com a retoma gradual da atividade económica, chega ao fim esta possibilidade, o que significa que quem recorreu às moratórias retomará a partir de agora o pagamento das mensalidades que não estavam a ser cobradas desde o início do ano. Como cada situação será diferente, existindo diferentes níveis de recuperação de rendimentos, partilhamos algumas ações a considerar para gerir da melhor forma o seu orçamento familiar.

Reveja o orçamento

Uma vez que as moratórias chegam ao fim, é a altura indicada para rever e atualizar o orçamento de acordo com os rendimentos e despesas atuais, de forma a assegurar os seus compromissos financeiros. Saber exatamente em que estado se encontram as suas finanças, nesta fase, é absolutamente essencial. Não menos importante é saber para onde vão os seus rendimentos – só assim pode saber onde e como poupar.

Consolide os créditos

Se tem mais do que um crédito, consolidá-los todos num só é uma opção a considerar. Na prática, trata-se de pedir um crédito para liquidar todos os que tem, reduzindo as taxas de crédito e prolongando o prazo. Passa a pagar uma prestação única, despendendo menos do que a soma de todas as prestações anteriores, o que pode inclusivamente permitir-lhe poupar ou pelo menos assegurar o pagamento da prestação todos os meses.

Consolide os créditos na casa

Procure junto do seu banco ou intermediário financeiro renegociar as atuais condições de crédito, nomeadamente no que diz respeito à habitação. Em alternativa pode juntar vários empréstimos ao crédito habitação, usufruindo de um prazo mais alargado – neste caso, aproveite ainda para rever os seguros que lhe estão associados, o que lhe permite uma poupança adicional.

Em todo este processo, convém analisar bem todos os custos e pôr todas as questões que tenha. Em caso de dúvida, pode sempre consultar diferentes instituições financeiras e solicitar uma simulação.

Carência de capital

Entre as medidas de apoio disponibilizadas pelos bancos às famílias encontra-se a carência de capital que permite pagar apenas os juros do empréstimo por um período variável entre 6 e 24 meses. Nos casos em que se está a pagar apenas capital, por aplicação da taxa Euribor negativa, a prestação, se se optar pelo regime de carência, pode ser nula. Informe-se junto do seu banco para saber se se aplica à sua situação e quais as condições.  

Tome nota

Independentemente das opções que tomar, mantenha em mente que o valor total dos créditos não deve ultrapassar 35% do rendimento mensal familiar, sob pena de incorrer numa situação de sobre-endividamento.

Para saber qual a melhor opção para o seu caso, o ideal é falar sempre com a instituição financeira, porque estão sensibilizados também para as dificuldades que muitas famílias estão a enfrentar e naturalmente empenhados em encontrar a melhor solução para todas as partes.