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Como escolher um curso superiorComo escolher um curso superior

Como escolher um curso superior

Como escolher um curso superior

Que curso escolher – licenciatura, mestrado ou MBA – e em que área, são muitas dúvidas face ao percurso a seguir. Saiba como tomar a melhor decisão.

Para muitos alunos que terminam o 12º ano, o rumo a seguir é claro: sabem que curso e que faculdade querem frequentar. Mas para outros, as indecisões permanecem. Trata-se afinal de escolher o futuro percurso profissional, aquilo que à partida se deve gostar de fazer nos 20, 30, 40 anos seguintes e, não menos importante, algo que tenha alguma empregabilidade, por outras palavras, que possa aliar o agradável ao útil. Até porque os cursos superiores acarretam despesas que é preciso custear e, naturalmente, de pouco ou nada valerá um “canudo” com poucas ou nenhumas probabilidades de empregabilidade. 

A escolha do curso superior não deve ser feita, por isso, por impulso. Sensatez é a palavra-chave. Antes de mais, comece por fazer uma autoanálise: pense nos motivos para fazer um curso superior, no que gosta de fazer, no que se vê – ou não – a fazer a médio e longo prazo, nas expectativas que tem, nas suas melhores competências, etc.

Escolher um curso superior: 7 dicas que o vão ajudar

  • Não deixe tudo para a última hora – Depressa e bem não há quem, diz o ditado e, neste caso, não poderia estar mais perto da verdade. A escolha de um curso superior deve ser ponderada, tal como os vários prós e contras, localização dos estabelecimentos de ensino incluída. Evite decisões precipitadas.
  • Faça um teste vocacional – Se ainda não fez, um teste vocacional poderá ajudá-lo a descobrir e a decidir-se pelo curso que mais tem a ver consigo e com as suas perspetivas.
  • Informe-se sobre os diferentes cursos – Atualmente são muitos os cursos disponíveis e várias também as saídas profissionais possíveis, muitas das quais pode ignorar. Consulte os cursos existentes nos Índices de Cursos da Direção-Geral do Ensino Superior, assim como os planos de estudos, que contemplam as disciplinas que terá de ter e a respetiva taxa de empregabilidade, informação que poderá obter nos sites das diferentes faculdades.
  • Escolha vários cursos – Se escolher um curso por vezes já é difícil o suficiente, dirão muitos, escolher dois ou três poderá revelar-se algo mais complicado, mas certamente valerá a pena se não conseguir entrar na 1.ª opção pretendida. Por isso, não descure os “TPC” e pesquise outras hipóteses.
  • Fale com quem sabe – Se Gastronomia ou Biotecnologia Industrial ou Informática Web lhe parecem interessantes, mas desconhece o que de facto se faz com uma licenciatura destas, não hesite em contactar quem trabalha na área – Facebook, Twitter, LinkedIn, ResearchGate, Google Scholar ou mesmo o YouTube são bons pontos de partida.  Também pode falar com os responsáveis pelos cursos que lhe interessam, em cada faculdade.
  • Antecipe-se – Não espere pelo fim do 12.º ano para iniciar a busca do melhor curso superior para si. Mantenha-se informado sobre as feiras universitárias ou dos politécnicos, concebidas propositadamente para dar a conhecer os vários cursos. Participe e exponha todas as questões/dúvidas que tiver.
  • Prepare-se para as provas de ingresso –  Saiba que provas de ingresso são exigidas para o seu curso (consulte aqui o Guia das Provas de Ingresso) e recorde que também contam as notas dos exames nacionais obrigatórios para aprovação das disciplinas.

Mestrado ou pós-graduação: qual escolher?

Nunca é tarde para (continuar) a aprender, o que é sempre uma boa oportunidade de alargar horizontes (literalmente até, se optar por estudar lá fora) e de se abrir a novas oportunidades. Concluída a licenciatura, é possível enveredar, se quiser, por um mestrado ou por uma pós-graduação, mas antes de mais há que perceber qual a melhor escolha para si.

  • Mestrado – Corresponde àquilo que se pode designar pelo 2.º ciclo do plano curricular académico e compreende duas partes: uma parte de especialização ou teoria e outra parte prática, que pode ser uma dissertação de natureza científica ou um relatório de estágio profissional ou um projeto apresentados e defendidos perante um júri. É conferido o grau de mestre aquando da sua conclusão.

    O mestrado pode ser integrado, ou seja, fazer parte da licenciatura, o que, neste caso, corresponde a cinco ou seis anos. Aqui o grau de mestre é obtido após conclusão do plano de estudo e apresentação e defesa da dissertação, relatório de estágio profissional ou projeto referidos anteriormente. O mestrado com estágio em vez de dissertação permite aos alunos complementarem a formação académica com o exercício de atividade profissional em empresas ou organizações parceiras. Isto assegura um maior contacto com o mercado de trabalho e eventualmente maior facilidade de entrada no mesmo. As vantagens de escolher tese ou estágio dependem de pessoa para pessoa – depende dos objetivos de cada um –, devendo ser uma opção ponderada.

    Tem uma duração normal de três a quatro semestres e, “no ensino universitário, deve assegurar a aquisição de uma especialização de natureza académica, com recurso à investigação, inovação ou aprofundamento de competências profissionais. No ensino politécnico, deve assegurar predominantemente a aquisição de uma especialização de natureza profissional” (DGES).
  • Pós-graduação – Trata-se de uma especialização com menor duração do que o mestrado (geralmente conclui-se apenas num ano), ministrada em estabelecimento de ensino superior, ideal para quem pretende desenvolver as suas capacidades numa determinada área e adquirir ferramentas práticas, que, como podem ser usadas logo, se revelam uma mais-valia imediata. Não confere qualquer grau. 
    Dado tratar-se “de formação que integra as atribuições próprias das instituições de ensino superior, a oferta da mesma por outras instituições não é permitida” (DGS).

    De forma mais sucinta, o mestrado contribui com uma perspetiva mais crítica e competências para melhorar ferramentas já existentes; com uma pós-graduação, o objetivo é a utilização das ferramentas. O mestrado implica autonomia e investigação sobre um determinado tema. É indicado quando é importante para a profissão e/ou progressão desta (normalmente os trabalhadores com diploma de mestre são mais bem pagos, por exemplo), para quem pretende seguir a vida académica e investigação, para quem pretende uma autovalorização, já que permite, se se quiser, estudar algo completamente diferente da licenciatura e ver abrirem-se portas para outros mercados e oportunidades. Convém, no entanto, ter em atenção que um mestrado requer dedicação e empenho, assim como uma média final de curso normalmente igual ou superior a 14 valores, embora haja faculdades que aceitam alunos com pós-graduação cuja nota final sustente a da licenciatura.

Devo apostar num MBA?

Fazer um MBA (Master of Business and Administration) é algo bastante valorizado no mundo dos negócios e gestão de empresas, marketing, direito empresarial, etc, dado o seu papel importante no mercado de trabalho. Os principais objetivos de quem frequenta este tipo de formação são conseguir um melhor ordenado, em Portugal e no estrangeiro, progredir na carreira, ter uma experiência internacional, maior assertividade na tomada de decisões e até mudar radicalmente de carreira. Trata-se igualmente de uma forma de aumentar a rede de contactos e estabelecer novos conhecimentos empresariais. Mas, tem alguns “senãos”: envolve um investimento considerável, não só financeiro mas também de tempo, o que se pode revelar algo complicado… em ambas as frentes. Outro aspeto que para a maioria das pessoas será redundante é que apesar da designação master, não equivale a mestrado nem confere grau académico; se é isto que pretende, o melhor mesmo é enveredar por um mestrado.

Entre os vários MBA reconhecidos internacionalmente que pode fazer em Portugal, embora haja todo um mundo lá fora a explorar, contam-se o The Lisbon MBA Internacional, o MBA Executivo da Porto Business School ou o MBA Executivo da Católica Porto Business School, só para dar alguns exemplos.

Financiamento para estudos

Independentemente do curso, licenciatura, mestrado, pós-graduação, MBA, há que ter em conta que todos implicam um investimento monetário, não só em propinas (a que podem acrescer ainda taxas e matrícula), como material e, em muitos casos, deslocações e alojamento, e alimentação. 

Para ter alguns exemplos do valor só das propinas para o ano letivo de 2021-2022, no ensino superior público, mantém-se em 697€ para licenciatura; na Universidade Lusófona, o valor médio mensal para 30 ECTS (European Credit Transfer and Accumulation System), para disciplinas semestrais, é de 383,4€, para licenciatura em Informática de Gestão. 

mestrado em Jornalismo (Ciências da Comunicação) da Universidade Católica só em propinas tem um custo de 4350€ no 1.º ano e 3120€ no 2.º ano; na Nova School of Business & Economics, o mestrado em Empreendedorismo de Impacto e Inovação tem um custo de 11.900€.

Apesar dos custos envolvidos, alguns significativos, foram desenvolvidas várias soluções para ajudar, se necessário, no financiamento de formação em Portugal e no estrangeiro para que a sua progressão académica ou a dos seus filhos não seja comprometida. Investir em educação é investir no futuro, por isso informe-se sobre as várias bolsas de estudo, protocolos criados pelas universidades e créditos educação/formação que abrangem várias despesas (das propinas a equipamento e material eventualmente necessário) e analise as diferentes opções.