Powered by

Cetelem
Notas em Dia
Renovar a cozinha tornando-a mais eficienteRenovar a cozinha tornando-a mais eficiente

Renovar a cozinha tornando-a mais eficiente

Renovar a cozinha tornando-a mais eficiente

Muito mais do que um simples local de preparação de refeições, a cozinha quer-se prática, adaptada às necessidades específicas de cada um e também eficiente. Se está a pensar renovar a sua, as nossas dicas são um bom ponto de partida.

Espaço por excelência de refeições, de sabores familiares e memórias de infância, a cozinha é um local de partilha e convívio, de lazer, de estudo ou mesmo de trabalho. Quem nunca fez os TPC ou estudou para um teste na mesa da cozinha? Ou, em tempos de pandemia, a transformou em working space?

Não é de estranhar, por isso, que seja uma prioridade na hora de fazer obras e/ou remodelações em casa. É também um espaço que, além de acolhedor, se quer eficiente a vários níveis. Na hora de a renovar, são muitos os aspetos a ter em conta. Selecionámos alguns que não deve descurar.

Eficiência energética

Um dos habituais motivos para a renovação da cozinha prende-se com a eficiência energética, não só para reduzir custos com os consumos energéticos mas também por questões ambientais. Quanto mais eficientes forem os eletrodomésticos que temos em casa, menor será a nossa pegada ambiental; além de se poupar energia, poupam-se recursos essenciais, como a água, por exemplo.

Na hora de comprar um novo eletrodoméstico

Mais do que o preço – que também é importante – deve ter especial atenção à classe energética, dando preferência à classe A.  O número de pessoas que utilizam os equipamentos também deve entrar na equação, mas há outros aspetos a ter em conta para casa um deles:

Frigorífico e arca congeladora

Tratando-se dos eletrodomésticos que mais energia consomem em casa, além da eficiência energética, que deve ser A, há que ter atenção ao consumo (kWh). Não menos importante, ao escolher um frigorífico, convém ter em conta a capacidade, ajustada às reais necessidades da família. Geralmente, deve contar-se com 40-60 litros por pessoa.
Para os mais distraídos, os frigoríficos com alarme de porta aberta são uma boa opção.

Para famílias numerosas ou para quem cozinhe muito em casa e goste de aproveitar para congelar alimentos de época, ou aproveitar as promoções de carne ou peixe, as arcas congeladoras podem ser uma opção a considerar, devendo-se ter, no entanto, atenção aos hábitos reais da família. Mais uma vez, a eficiência energética deve ser um fator determinante, pelo que uma classe inferior a A é de evitar.
No que toca à escolha entre arca vertical, horizontal ou de encastre, vai depender muito do espaço disponível. Se possível teste a sua utilização para ver qual a mais cómoda para si. As horizontais dificultam o acesso aos alimentos no fundo, mas perdem menos energia na abertura e aguentam mais em caso de corte de eletricidade; as verticais permitem um acesso mais fácil, mas podem ter menos capacidade.

Tanto no frigorífico como na arca, o número de estrelas identifica o prazo máximo de conservação dos alimentos.

Leia também:

Como escolher o seu frigorífico

 Arca congeladora: como escolher a melhor para si

Máquina de lavar roupa

Essencial em qualquer casa, deve ser escolhida com algum cuidado. À semelhança do que acontece com outros grandes eletrodomésticos, deve-se dar prioridade à categoria energética A. Depois há que ter em conta o espaço disponível, para ter a certeza de que cabe. Altura, largura e profundidade, contemplando alguma margem de manobra para ventilação, ligação à torneira e cano.

A capacidade é outro fator determinante e vai depender do número de elementos da família. Já existem máquinas de dupla carga, i.e., permitem lavagens simultâneas, com programas e até mesmo detergentes diferentes. Para ter uma noção, uma máquina de 5-6 kg é indicada para duas pessoas; para mais pessoas, já se justifica uma de 7-9 kg, eventualmente uma entre 9-15 kg se se tratar de uma família numerosa.

Além da capacidade, a centrifugação é também importante: quanto mais elevado for o número de rotações por minuto, mais seca sairá a roupa, uma vantagem na hora de secar, especialmente se usar secadora. Uma máquina com possibilidade de escolher diferentes velocidades de centrifugação é o ideal.

Convém ter ainda um programa eco, para roupa delicada e resistente, e a possibilidade de regular a duração de lavagens, para uma maior poupança.

Para pessoas com mobilidade reduzida, com dificuldade em se baixar, a opção poderá passar por uma máquina com abertura no topo, regra geral também mais estreitas. Neste caso, não pode ser encastrada.

Máquina de lavar loiça

Pode optar por encastráveis ou não, ou mais compactas para espaços mais reduzidos – muitas cabem em cima da bancada, por exemplo. Para evitar dissabores, confirme bem as medidas antes de encomendar qualquer modelo.

Importante é certificar-se se são passíveis de programação, para ajustar às tarifas bi ou tri-horária, o que resulta em poupanças significativas de energia elétrica ao fim do ano.

No que respeita a programas, há já bastantes alternativas. Prefira as que têm programa Eco, controlo de temperatura e duração de lavagem. É possível encontrar já algumas máquinas com sensor desenvolvido para reconhecer a sujidade e adaptar o programa ao grau da mesma.

Exaustor

Apesar de as janelas abertas serem uma das melhores formas de fazer circular o ar, é importante investir num bom exaustor para expulsar não só maus cheiros e gorduras, como a humidade. Convém também analisar os seus hábitos na cozinha. Se fizer muitos fritos, uma maior velocidade de extração é um requisito a considerar, por exemplo. Convém também prestar atenção aos filtros (gordura e/ou odores) e lâmpadas, bem como à facilidade de os trocar.

A variedade é muita, tal como os preços, por isso é conveniente não se precipitar e fazer todas as perguntas na loja que achar pertinentes.

Os principais tipos de exaustores são telescópicos, de encastre, de ilha suspensos, de chaminé, de bancada, de placa de cozinha. Dentro destes uns que extraem ar através de conduta (que tem de existir ou ser feita de raiz, o que exige obras) ou que fazem a recirculação de ar (fazendo-o passar por filtros que o ‘purificam’ e libertam de novo na cozinha); os de conduta são os mais eficazes.

Entre os fatores a ponderar está a eficiência energética, a máxima possível, e o ruído, que deve ser inferior a 60 decibéis, e a potência de extração, que tem a ver com a área/capacidade da cozinha e que vem especificada nos vários modelos (indicação dos metros cúbicos que limpa por hora).

Quanto ao tipo, prende-se sobretudo com o esquema da cozinha (se quiser apenas substituir, tem de ter atenção à estrutura existente) e o espaço disponível, além do dinheiro que se está disposto a gastar (não esquecer de incluir custos de montagem).

Atenção às janelas

As janelas podem ser responsáveis por perdas significativas de calor no inverno e aquecimento no verão, por isso aproveite e invista em janelas mais eficientes, que lhe garantam um bom aproveitamento da luz natural, assegurando o isolamento necessário. Desta forma, poderá desfrutar da melhor temperatura sem gastos acrescidos de ar condicionado ou aquecimento.

Iluminação

Avalie a melhor forma de desfrutar ao máximo da luz natural. Invista em lâmpadas também eficientes, dispostas nas zonas mais necessárias, como bancada, fogão, mesa, etc. As lâmpadas de tonalidade branca, que realçam as cores dos alimentos e objetos, são uma boa opção. As de tonalidade amarela podem alterar a perceção das cores, podendo comprometer o resultado final do jantar, por exemplo.

Água

Prefira torneiras de maior eficiência hídrica ou adapte redutores que lhe permitam poupar no consumo de água.

Esta poderá igualmente ser uma boa altura para substituir a canalização, algo que deve ser feito a cada 25 anos, sensivelmente. Aproveite para se informar sobre a possibilidade de isolar os canos de água quente ou a instalação de bombas de calor para uma chegada mais rápida de água quente à torneira, por exemplo. Reduzir um pouco a temperatura de água quente é também uma forma de poupar energia, nalguns casos significativamente.

Quando mais não é necessariamente melhor

A eficiência duma cozinha não se mede somente pela categoria energética dos eletrodomésticos. Se está a pensar dar nova cara à sua cozinha, está provavelmente a pensar também em obras. Para facilitar o processo, esta é a melhor altura para passar em revista tudo o que tem na cozinha, do abre-latas elétrico e outros pequenos eletrodomésticos aos copos, facas e frigideiras, entre muitos outros artigos. Perante cada um deles, deve avaliar antes de mais se o usa. Pode parecer que não, mas são muitas as coisas que acumulamos na cozinha e que nunca ou raras vezes usamos. Se não usa, aproveite para se desfazer do que não precisa: doe o que está em boas condições a amigos ou instituições, por exemplo; deite fora o que não está, tendo o cuidado de depositar nos respetivos contentores (ecopontos para papel, vidro, plásticos e embalagens, contentores para pequenos eletrodomésticos, para pilhas, lixo indiferenciado, etc.).

Mantenha o que é essencial e que é usado. Além de mais fácil de limpar e arrumar, assegura-lhe mais espaço disponível, sempre útil. Ninguém gosta de cozinhar numa bancada cheia de coisas, sem espaço para preparar as refeições à vontade. Não menos importante, normalmente quanto mais desimpedida estiver a bancada da cozinha, mais fácil é de limpar.

R… de resíduos

Quando se fala de cozinha, é impossível não se pensar em todo o lixo produzido nesta divisão, que muitas vezes acumula funções de espaço de preparação de alimentos, estudo, de lazer e social. Por isso, ao renovar a sua cozinha, convém ter este aspeto em consideração e ponderar uma área de resíduos, se possível com separação dos mesmos e eventualmente até compostagem – há já soluções bastante interessantes nesta área.

Organização precisa-se

Uma cozinha eficiente é também uma cozinha funcional, bem organizada. Felizmente, nesta área, são muitas as soluções disponíveis no mercado, à medida das diferentes utilizações, gostos e carteiras. Explore as diferentes opções com algum tempo de modo a permitir-lhe ter tudo sempre organizado e de fácil acesso.

Leia também: Obras em casa: o que deve ter em conta