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Notas em Dia
Faça umas férias mais sustentáveisFaça umas férias mais sustentáveis

Faça umas férias mais sustentáveis

Faça umas férias mais sustentáveis

Consumir de forma consciente, sem comprometer os recursos do planeta, pode parecer complicado, mas é mais fácil do que parece e as próximas férias podem ser uma boa altura para o pôr em prática.

Pequenos gestos podem traduzir-se em grandes mudanças e enormes benefícios para o ambiente e o planeta. Sem grandes esforços, pode minimizar a pegada ecológica e o impacto no ambiente e as próximas férias são um bom ponto de partida. A começar desde logo pelo destino a escolher.

Vá para fora cá dentro

Neste ano, marcado pela pandemia de covid-19, em que as viagens para fora do país são desaconselhadas, ficar em território nacional nas férias é uma ótima oportunidade para (re)descobrir os inúmeros locais de beleza extraordinária que existem no nosso país. Desta forma, além de contribuir para a economia local, também contribuirá com menos emissões de CO2, responsáveis pelo aquecimento global, libertadas para a atmosfera, uma vez que há menores probabilidades de recorrer ao avião. 

Escolha o transporte menos poluente

Comboio e automóveis elétricos são a forma menos poluente de viajar, mas se não for viável e tiver de levar uma viatura com motor a combustão, conduza de forma consciente para reduzir ao máximo o consumo de combustível e as emissões poluentes: verifique a pressão dos pneus, nível de óleo e líquido refrigerador, evite acelerações e travagens bruscas, leve apenas o essencial na bagagem (carga excessiva aumenta o consumo), etc.

Outro cuidado que pode ter é limitar o uso do carro ao mínimo após chegar ao destino. Sempre que possível, desloque-se a pé ou de bicicleta – muitos destinos disponibilizam já esta forma de transporte aos seus hóspedes.

Escolha um local eco para ficar 

Acampar é uma boa opção e uma excelente forma de desfrutar do contacto com a natureza. Em Portugal existem excelentes opções de parques de campismo com possibilidade de levar a própria tenda ou de alugar um alojamento, como os da Orbitur, o de São Pedro de Moel (Campigir) ou o Parque Cerdeira. Se preferir, pode optar pelo eco camping, como o Alqueva Rural Eco Camping, o Eco Camping do Juncal ou A Terra. Outra alternativa é o glamping no Natura Glamping, o Bukubaki Eco Surf Resort o Zmar ou as Azenhas da Seda, entre muitas outras possibilidades.

Se optar antes por alojamento local, turismo rural ou hotéis, prefira os que se distinguem pelas boas práticas ambientais, como o recurso aos produtores locais, produção mínima de resíduos ou sistema eficiente de tratamento do mesmo (compostagem, reciclagem, etc.), menor ou nenhuma utilização de plásticos, sobretudo descartáveis, etc.

No alojamento

Use a eletricidade e a água como se estivesse em sua casa, apague as luzes e desligue os aparelhos elétricos quando não estiverem em uso, como o ar condicionado, opte por duche em vez de banho de imersão, não troque de toalhas e lençóis todos os dias se não for necessário, evite usar os artigos de higiene descartáveis, levando os seus e dê preferência a opções como sabonete e champôs sólidos, que dão para toda a família, são menos poluentes e dispensam embalagens de plástico.

Recicle jornais e revistas, bem como plásticos ou garrafas de vidro, dispondo-os no respetivo ecoponto – pergunte onde estão localizados. 

No destino

Limite o uso de plástico. Leve sacos recicláveis de vários tamanhos, em pano, por exemplo, quer para as suas compras, quer para levar os pertences nas suas deslocações, como para a praia. Leve uma garrafa de água reutilizável para cada elemento da família – este é aliás um dos hábitos que deve manter no dia a dia, já que permite não só reduzir a quantidade de plásticos nos oceanos, por exemplo, como poupar em garrafas de água. E ainda pode usá-las para chá, água frutada, infusões, etc.

Respeite os caminhos e os trilhos públicos. Não colha plantas, não deite lixo para o chão (leve sempre um saco ou uma caixa para este efeito) e não alimente os animais. Sabia que alimentar patos e outras aves com pão prejudica a saúde dos animais, podendo causar malformações e outros problemas, provocando ainda danos nos respetivos ecossistemas? Outro cuidado que pode ter é evitar atividades desportivas que de alguma forma possam ter impacto negativo no ambiente.

No que respeita às atividades recreativas, sempre que possível evite as que implicam utilização de combustível, como moto-quatro e jet ski, e opte antes por canoagem/caiaque, windsurf, caminhadas ou bicicleta, entre outras.

Compre local

Informe-se sobre feiras e mercados de produtores próximos do local onde esteja alojado. Além de contribuir para a economia local, consome produtos frescos, de época, desfrutando do seu sabor e cujo impacto no ambiente será reduzido; o transporte de longa distância de alimentos e outros produtos é uma das fontes de emissão de CO2.

Este é outro dos hábitos que pode manter no regresso a casa: informe-se sobre produtores locais – muitos entregam em casa ou num ponto de recolha próximo. Habitue-se também a verificar a origem dos produtos antes de os adquirir e sempre que possível opte pelos de nacionalidade portuguesa. Do pão ao peixe, passando pelos frutos e legumes, entre muitas outras possibilidades, são muitos os produtores a entregar à sua porta, esteja em férias ou não.

Se pretende adquirir algumas recordações tente, sempre que possível, as produzidas localmente, e de norte a sul de Portugal não faltam bons exemplos. Desde as mantas de lã 100% natural e peças em burel da serra da Estrela à loiça Bordallo Pinheiro e cestaria algarvia ou joalharia, são muitos os bons exemplos de produtos portugueses de design tradicional ou moderno para levar para casa ou para oferecer a alguém. 

Informe-se sempre para não adquirir produtos ou serviços que envolvam espécies ameaçadas ou maltratadas.

Na alimentação

Contribuir para o ambiente passa também por algumas mudanças na alimentação, que não têm, no entanto, de ser radicais e, feitas as contas, traduzem-se em melhorias para a saúde e o bem-estar. 

Uma delas é aumentar o consumo de fruta e hortícolas e reduzir o consumo de carne, indústria responsável por um valor bastante elevado de emissões de CO2 e consumo de água, por exemplo. Se consumir carne, opte também pela carne de porco, uma vez que é a mais disponível em Portugal e na Europa, além de ter menos impacto. No pescado, o ideal é optar por espécies menos ameaçadas, que pode consultar no cartão SOS Oceano, facultado pelo Oceanário e que pode descarregar e afixar no frigorífico, por exemplo, tal como o peixe assinalado com o rótulo azul do Marine Stewardship Council. Moderado deve ser também o consumo de alimentos processados, que exigem bastantes recursos para a sua produção, já para não falar das embalagens.

Em férias e não só, é importante combater o desperdício, sobretudo o desperdício alimentar, já que anualmente se deita fora um milhão de toneladas de alimentos e isto só em Portugal. Comprar a granel sempre que possível é um dos hábitos que deve adotar para sempre, já que lhe permite comprar apenas o que precisa, sem o risco de ficar guardado algures na despensa meses a fio a estragar-se. Evite ter mais olhos que barriga nos buffets ou estabelecimentos de comida à discrição e sirva-se apenas do que vai conseguir consumir. Para combater este hábito e desperdiçar comida, alguns restaurantes estão a exigir uma taxa sobre a quantidade de alimentos de sobra.

Descarregar e utilizar apps como a Phenix ou a Too good to go é outra das formas ao seu alcance para combater o desperdício alimentar e ajudar os restaurantes a evitar excedentes a preços mais simpáticos para o consumidor final. E já que falamos em redução de desperdício, sabia que as sobras do lixo orgânico podem ser utilizadas para fazer fertilizante natural e que basta instalar a app Sharewaste para saber onde encontrar um compostor perto do local onde se encontra para as entregar? Estas práticas podem ser aplicadas em casa ou de férias.