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Casa

Como tornar o seu filho um consumidor mais responsável

Publicado em 25-10-2019 por Cofina Conteúdos

A educação financeira deve começar desde cedo em casa para as crianças aprenderem não só o valor do dinheiro mas também de forma consciente.

Diariamente bombardeadas com publicidade na televisão, computadores, telemóveis e até mesmo na rua, é importante que as crianças e os jovens aprendam a fazer escolhas mais responsáveis e no seu melhor interesse. As dicas que se seguem podem ajudá-lo neste processo.

Converse sobre dinheiro desde cedo

Desde que saiba contar, qualquer criança consegue compreender o conceito de dinheiro. Desde ensinar-lhe a distinguir moedas a contá-las. Explicar, no supermercado, por exemplo, o que significam as promoções, confirmar que se trata de promoção e não de estratégia de marketing, comparar preços do mesmo produto para descobrir a opção mais barata. Pagar e receber troco, confrontá-la com questões do dia a dia (se um chocolate custar 2€ e eu pagar com uma nota de 5€, quanto devo receber de troco, etc.) a explicar-lhes a forma como as suas ações se refletem na economia da casa. As luzes acesas aumentam a conta da eletricidade, não fechar a torneira a lavar os dentes representa não só pagar mais no final do mês, mas também impacto no planeta, etc. Naturalmente, há que adaptar a conversa e respetiva complexidade à idade da criança.

Dê-lhe uma mesada ou semanada

Dar mesada ou semanada é uma das melhores formas de ensinar os mais novos a gerirem bem o seu dinheiro. Quando a instituir, fale sobre a diferença entre necessidades e desejos e dê-lhes noções de poupança, encorajando-os a retirar uma percentagem da mesada/semanada para poderem concretizar algum sonho no futuro, depois de amealharem o suficiente para pagar algo mais caro que desejem.

Explique-lhes para que é a mesada, que devem fazer contas para a gerir durante todo o mês ou semana, mas deixe-os aprender com os erros.

Dê o exemplo

Todos aprendemos melhor com exemplos, especialmente as crianças, por isso evite compras impulsivas na sua presença (ou mesmo quando estão ausentes). Explique-lhes a importância de se ponderar as compras, de avaliar se de facto querem comprar ou se estão a ser manipulados pelos anúncios.

Aproveite e explique-lhes também que não se precipitarem nas compras pode dar bons frutos, se esperarem por promoções ou compararem o preço em várias lojas, online, por exemplo.

Ajude-o a identificar a pressão de grupo

Do calçado ao vestuário e gadgets vários, entre outras coisas, é muito fácil ceder à pressão dos pares, amigos e colegas, por exemplo. É importante explicar que pertencer a um grupo ou ser amigo de alguém não deve depender daquilo que se tem ou adquire. Não será, como deve calcular, uma tarefa fácil, mas é uma batalha que deve ser trabalhada. E vai muito além da forma como se gasta o dinheiro.

Ensine-os a ponderar

Quando o valor do que se pretende adquirir é elevado, é sempre bom esperar um ou dois dias para se decidir se de facto vale a pena comprar e gastar o dinheiro que se levou tempo a juntar. Se passado o “tempo de ponderação” (24-48 horas ou mesmo mais), a decisão de comprar se mantiver, há outro passo ainda que pode ser dado: comparar preços em busca de alternativas mais em conta; não faltam promoções.

Limite o tempo de televisão

Uma das formas de limitar o consumismo passa, por exemplo, por limitar o tempo de televisão aos mais novos, evitando assim que sejam bombardeados com “avalanches” de anúncios, especialmente em épocas como a que está a chegar, antecedendo o Natal.