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Aproveitar o regresso à normalidade sem comprometer as finanças pessoaisAproveitar o regresso à normalidade sem comprometer as finanças pessoais

Aproveitar o regresso à normalidade sem comprometer as finanças pessoais

Aproveitar o regresso à normalidade sem comprometer as finanças pessoais

Com a grande maioria das restrições a serem levantadas na terceira fase do desconfinamento, retomar as rotinas pré-covid pode trazer algumas surpresas no que toca às finanças pessoais. Saiba como aproveitar esta fase sem sobressaltos

Após vários passos desde o último confinamento, em outubro é dado um grande salto em direção à tão ansiada normalidade, ou novo normal, se preferirmos. Trata-se de um processo que pode ter um forte impacto negativo nas finanças pessoais se não forem tomados alguns cuidados.

Mais de um ano e meio após o início do primeiro confinamento e com a grande maioria da população vacinada, o regresso à normalidade já não é uma miragem, mas finalmente a luz ao fundo do túnel. Todavia, há restrições que ainda se manterão por uns tempos, tal como a necessidade de um forte sentido de responsabilidade e cidadania.

Deixará assim de haver limites máximos para o número de pessoas em grupo no interior dos restaurantes, cafés, pastelarias e em esplanadas, bem como os limites de lotação para estabelecimentos, espetáculos culturais e eventos familiares. Bares e discotecas vão reabrir, com obrigatoriedade de apresentação de certificado digital de vacinação ou de um teste covid-19 com resultado negativo. O certificado digital de vacinação é também necessário para viajar por via aérea ou marítima, para visitar lares, hospitais e outros estabelecimentos de saúde e frequentar grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos.

O uso de máscara, também a partir desta data, continuará a ser obrigatório em transportes públicos, grandes superfícies, lares, hospitais e salas de espetáculos e em eventos, deixando de ser obrigatório nos recreios das escolas.

Todavia, este regresso às rotinas pré-pandemia significa não apenas o levantamento da maioria das restrições e condicionamentos, mas maior à-vontade para sair, para desfrutar da companhia de amigos e familiares, algo por que todos ansiamos, dos mais novos aos mais velhos, para sair para jantar, beber um copo ou dançar pela noite dentro e, claro, fazer compras, com numerosas oportunidades para usar os cartões de crédito e débito. Trata-se de algo perfeitamente natural após uma crise e até mesmo os especialistas, como a Moody’s Analytics, preveem um boom de compras após um período em que se registaram poupanças acentuadas. Desde o início da pandemia até abril deste ano, os consumidores pouparam 5,4  mil biliões de dólares (4,6  mil biliões de euros aprox.) extra.

Hora de retificar o seu orçamento ou criar um novo

Definir um orçamento, deixar-se guiar por este e passá-lo em revista com alguma regularidade, em particular quando há alterações na situação do agregado familiar (nascimento de um filho, aquisição de um novo automóvel ou avaria do seu, lay-off, fim das moratórias, casamento, divórcio, etc.), é uma das melhores coisas para manter as finanças pessoais de boa saúde. Além disso, permite-lhe saber quanto é que de facto pode gastar sem correr riscos desnecessários como sobre-endividamento.

Leia também: 5 passos para (re)fazer o orçamento familiar

Desfrutar da terceira fase do desconfinamento

Agora que já tem uma ideia clara de quanto lhe sobra ao fim do mês, depois de todas as contas pagas e de algum dinheiro para o fundo de poupança, veja quanto pode pôr de parte para apreciar o levantamento de grande parte das restrições e desfrutar um pouco de tudo o que o novo regresso à normalidade lhe vai permitir. Os constrangimentos e limitações impostos pela pandemia tiveram um forte impacto na vida de todos nós a vários níveis, entre eles a saúde mental, que não pode ser descurada. Lembre-se, no entanto, de que a sua saúde financeira também não deve ser esquecida, por isso assegure-se de que o orçamento não resvala e que há muitas formas de desfrutar desta “liberdade” sem comprometer as suas finanças.

Esticar o orçamento com criatividade

Se o seu orçamento não lhe permite grande margem para despesas extraordinárias, recorde que estar com aqueles que lhe são mais importantes é verdadeiramente o que interessa, não o sítio ou os custos. Um café ou um copo ao final da tarde numa esplanada com amigos permite-lhe gastar menos dinheiro do que um jantar num restaurante seguido de uma paragem num bar; um jantar em sua casa em que todos contribuem com uma parte, também, tal como um passeio à beira-rio, junto à praia ou noutro qualquer local perto de casa. Ou, porque não, reunirem-se apenas para um jogo de charadas, de cartas ou de tabuleiro, para ver futebol, etc., ou simplesmente estarem juntos. Sobretudo nesta época, em que todos fomos afetados pela pandemia de uma forma ou de outra, é perfeitamente compreensível, assim como conveniente. Informe-se sobre programas gratuitos ou acessíveis: uns cliques num motor de pesquisa podem trazer-lhe muito boas surpresas! Tanto para miúdos como para os mais velhos.

Verificar o extrato bancário regularmente

Este é outros dos hábitos imprescindíveis para uma boa gestão do seu dinheiro, especialmente dadas as facilidades de pagamento atuais (como o contactless, MB WAY, Apple Pay, etc.) que nos podem fazer perder a noção de quanto gastamos.

Curiosamente, este é um hábito ainda muito pouco enraizado, como indica um inquérito do American Institute of Certified Public Accountants (Instituto Americano de Contabilistas Públicos Certificados), o maior do género em todo o mundo, que revelou que 40% dos consumidores só sabem o balanço de débito e de crédito quando recebem o respetivo extrato mensal.

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Fazer a lista das compras

Da mercearia ao supermercado a roupa, mobiliário e eletrodomésticos, não faça compras sem saber de facto o que é necessário e, mais importante, se há espaço no seu orçamento para o fazer. Fazer listas com atenção é uma das formas mais eficientes de evitar adquirir coisas de que não necessita ou não são prioritárias de momento.

Afaste-se das lojas quando se sentir aborrecido/deprimido

Percorrer lojas físicas ou online quando entediado ou deprimido é meio caminho andado para fazer compras supérfluas e/ou fora das suas possibilidades. Nestas alturas, aproveite antes para sair de casa e apanhar um pouco de ar, ligar a um amigo ou familiar para tomar um café ou mesmo ir ao cinema, para evitar descarrilar.