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Notas em Dia

Não está a conseguir pagar as suas despesas? Saiba o que pode fazer

Não está a conseguir pagar as suas despesas? Saiba o que pode fazer

A perda de rendimentos nesta fase pandémica levou a que muitas pessoas ficassem impossibilitadas de pagar as contas. Saiba o que pode fazer nesta situação.

Se se encontra entre as muitas pessoas que, devido à pandemia de covid-19, sofreram uma perda significativa de rendimentos e, consequentemente, não estão em condições de conseguir cumprir os seus compromissos financeiros, conheça algumas das soluções disponíveis para o ajudar a fazer face a esta situação.

Check-up financeiro

Antes de mais, é necessário ter noção de que se não pagar as contas, estas voltarão mais tarde a bater-lhe à porta, com complicações acrescidas. É portanto necessário fazer uma avaliação cirúrgica às suas finanças (ou do agregado familiar) para ter uma ideia clara da sua situação atual, das contas importantes, mais urgentes, etc.

Não menos importante é (re)fazer o seu orçamento tendo em conta estes novos dados e, mais do que nunca, manter-se fiel ao mesmo, limitando ainda as despesas ao mínimo possível.

Organização, nesta fase, deve ser a palavra de ordem, para impedir um efeito bola de neve.

Mais do que nunca, esta é a altura de eliminar gastos supérfluos, que muitas vezes ficam esquecidos, especialmente se forem pagos em débito direto, como canais premium, assinaturas, algumas quotas, entre outras despesas.

Habitação

As moratórias aos créditos habitação vieram permitir um alívio, nalguns casos considerável, nos encargos financeiros mensais. Se não aderiu dentro do prazo estabelecido pela sua instituição financeira, está ainda a tempo de pedir uma reunião para ver que outras soluções tem ao seu alcance. E quem diz crédito habitação, diz crédito automóvel ou ao consumo.

Para inquilinos e arrendatários, há também apoios extraordinários e condições excecionais, como a impossibilidade de cancelamento dos contratos “de arrendamento por atrasos no pagamento de rendas durante o estado de emergência”, desde que cumpridos vários parâmetros definidos. Saiba mais aqui.

Água, luz e gás

Além dos 20 dias já contemplados para serviços públicos essenciais, os consumidores de energia (luz e gás) dispõem agora de mais 30 dias para pagarem as faturas em dívida e regularizarem a situação.

Até 30 de junho também não são permitidos cortes no abastecimento, mas isso não significa que não seja necessário pagar.

Dada a atual conjuntura, há fornecedores que oferecem tarifários alternativos, mais acessíveis, possibilidade de pagamento a prestações, por exemplo. Mais uma vez, é importante expor a sua situação e ver o que é possível fazer-se.

Muitas autarquias, como Coimbra, estão também a reduzir a fatura da água nestes meses.

Operadores de telecomunicações

As empresas de telecomunicações com redes próprias no nosso país comprometeram-se a “manter o país ligado” analisando todos os casos de falta de pagamento. Aliás, não é permitida a suspensão do fornecimento de serviços destas empresas por este motivo desde que os valores sejam devidos a partir do passado dia 20 de março e o motivo seja quebra de rendimentos do agregado familiar igual ou superior a 20%, desemprego ou infeção por covid-19. Naturalmente, há que informar o seu operador e ver quais são as suas opções o quanto antes, até para não deixar nenhuma fatura pendente, o que se pode traduzir em bastantes dores de cabeça mais à frente.

Seguros

Os seguros são outra das despesas cujo pagamento pode ser adiado ou renegociado no caso de perda significativa de rendimentos, à semelhança do que aconteceu com os créditos bancários. Em vigor desde 13 de maio e até 30 de setembro deste ano, este regime permite flexibilizar, temporária e excecionalmente, o pagamento dos prémios dos vários seguros ou, por outras palavras, vem permitir renegociar condições mais favoráveis com as seguradoras.

Os clientes poderão solicitar o adiamento do pagamento para data posterior à do início da cobertura dos riscos, o fracionamento do prémio, a suspensão temporária do pagamento de risco (por exemplo no caso do seguro automóvel para quem não o utilizou nos últimos meses devido ao confinamento, trabalho remoto, etc.). Enquanto se mantiver este regime deixa ainda de estar em vigor a resolução automática ou da não prorrogação dos contratos de seguro, no caso de falta de pagamento do prémio inicial.

SOS

Para muitas pessoas não é fácil pedir ajuda, mas numa situação de crise, isto é algo que deve ser ultrapassado e quanto mais depressa, melhor. Face à pandemia atual, foram criadas medidas de apoio excecionais, como as da Segurança Social, por exemplo. Se está com dificuldade em comprar alimentos, aceda à rede de emergência alimentar desenvolvida propositadamente para ajudar pessoas e famílias na mesma situação.

As câmaras municipais e juntas de freguesia têm também iniciativas em curso e não passam exclusivamente por alimentos. Máscaras e outros bens essenciais são também cedidos. Há toda uma rede de apoio mobilizada.

Animais de estimação

Alimentação, higiene e despesas médicas pesam naturalmente no orçamento familiar, como acontece no caso dos demais membros da família. Em tempos de crise, também eles não foram esquecidos e são bastantes os locais onde pode procurar apoio para continuar a assegurar ao seu patudo os cuidados necessários.

A Animalife, várias câmaras municipais e juntas de freguesia, o Hospital Veterinário Solidário, entre outros, têm programas de apoio para este tipo de casos.

Leia também: Reduza as despesas de saúde do seu animal de estimação em seis passos.

Consolidar créditos

Se está com dificuldades em cumprir com as mensalidades de linhas de crédito, deve equacionar fazer um crédito consolidado. Uma solução que permite abater todos os créditos que tiver no momento, sendo criado um único crédito com uma mensalidade mais competitiva e mais baixa.

Leia mais em: Crédito consolidado: uma opção a considerar.