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Plano Poupança-Reforma: conheça as vantagens e as desvantagensPlano Poupança-Reforma: conheça as vantagens e as desvantagens

Plano Poupança-Reforma: conheça as vantagens e as desvantagens

Plano Poupança-Reforma: conheça as vantagens e as desvantagens

Concebidos para o ajudarem a ter uma reforma mais tranquila e despreocupada, após longos anos de trabalho, saiba o que são os planos poupança-reforma e porque deve ou não investir num

Hoje em dia serão poucas as pessoas que nunca ouviram falar de planos poupança-reforma, vulgarmente conhecidos por PPR, mas ainda são muitas as questões que se levantam acerca do seu funcionamento e dos seus benefícios e/ou desvantagens.

Os PPR são uma aplicação financeira criada para fomentar a poupança para a reforma, tendo em vista uma maior segurança financeira numa altura em que, após muitos anos de trabalho, se deseja desfrutar deste tempo livre a fazer aquilo de mais se gosta, seja simplesmente descansar ou investir nos hobbies preferidos, dada a maior disponibilidade, ou realizar sonhos deixados em standby como viajar ou mudar-se para outra região, por exemplo.

São disponibilizados pelos bancos e outras instituições financeiras e funcionam como uma conta-poupança a longo prazo, através de depósitos e reforços de dinheiro regulares a que estão associadas taxas de juros competitivas que evitam a desvalorização, assim como benefícios fiscais. Atualmente, é vasta a oferta de PPR no mercado, o que lhe permite escolher as melhores opções para si.

 PPR: Quais as vantagens de subscrever um?

Como já referido, as principais vantagens dos PPR são assegurar-lhe um pé-de-meia para o futuro, que pode ser melhor ou pior de acordo com os montantes investidos ao longo do tempo, evitando simultaneamente que o seu dinheiro desvalorize. Não menos importante, em caso de períodos de emergência como uma eventual situação de desemprego ou doença súbita, os valores do PPR podem ser resgatados sem prejuízo. Além disso, têm montantes mínimos de investimento reduzidos, o que alivia o esforço de poupança.

Ao contrário do que o nome possa dar a entender, os PPR não servem exclusivamente para a altura da reforma ou períodos de emergência; podem também ser utilizados para objetivos a médio e longo prazo, como o financiamento da universidade dos seus filhos, por exemplo, embora haja que contar com as penalizações que lhes estão inerentes – é uma questão de fazer contas.

Leia também: Resgatar antecipadamente o PPR? Sim, é possível, com condições?

A isto juntam-se ainda vários benefícios fiscais, já que os PPR têm por norma uma dedução fiscal de 20%, com limites variáveis entre 300€ e 400€ dependendo da idade do investidor.

Quais as desvantagens associadas aos PPR?

Atualmente os PPR dividem-se em 1) PPR de capital e taxa fixos, com juros mais baixos, mas em que não perde o dinheiro investido, e 2) PPR de capital e taxa flexíveis, a que está associada uma maior possibilidade de ganhos, mas também a possibilidade de perder parte do dinheiro investido. Se optar pelo segundo tipo, precisa de considerar o risco.

Qual a diferença entre um Seguro PPR e um Fundo PPR?

Como o nome indica, os seguros PPR são seguros de capitalização cuja gestão é feita por seguradoras. Em termos práticos, quem subscreve este tipo de produto de poupança entrega à seguradora um montante de capital, o que pode ser feito numa só tranche ou em entregas (depósitos) regulares. O dinheiro é então aplicado num fundo que oferece um rendimento baixo mas capital garantido. O “senão” nestes casos em que o capital está garantido e o risco é residual é o facto do rendimento ser mínimo.

No caso dos fundos PPR, a gestão é feita por sociedades gestoras de fundos de investimento a partir de uma ou várias entregas de dinheiro, funcionando de forma semelhante à dos fundos de investimento imobiliário. Baseiam-se por isso em unidades de participação (UP) cujo valor, que se pode ir acompanhando, varia em função do mercado, i.e., podem valorizar ou desvalorizar.

Os seguros e os fundos PPR diferenciam-se sobretudo pelo risco envolvido. Quanto maior o risco, maior pode ser o rendimento… mas também as perdas. Se as UP desvalorizarem, na altura do reembolso, poderá receber menos do que aquilo que investiu, mas se, pelo contrário, se valorizarem exponencialmente, os ganhos podem ser bastante apelativos.

Como escolher um PPR?

Escolher um PPR exige algum trabalho prévio, nada muito complicado, mas deverá sempre analisar as condições associadas a estes produtos financeiros, sobretudo no que toca ao resgate, às comissões e encargos gerais e ao perfil de risco, por exemplo, procurando as comissões de subscrição e reembolso mais baixas, naturalmente.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) disponibiliza uma tabela comparativa onde pode perceber as diferenças entre as várias ofertas do mercado, desde o capital inicial necessário ao histórico de rentabilidade de cada um deles.  

Como transferir o PPR?

Como a oferta de PPR tem vindo a crescer no mercado, é normal que encontre alguns mais interessantes do ponto de vista financeiro do que o(s) seu(s). Mas não há nada que o obrigue a “manter-se fiel” aos que detém no momento: pode pedir transferência para outro tipo de PPR, o que ficará a cargo da entidade para a qual quer fazer a transferência. Tem é de ter em atenção que lhe será cobrada uma comissão de transferência (no máximo 0,5% nos PPR com garantia de capital) e, claro, as condições do seu PPR atual, nomeadamente no que diz respeito aos benefícios fiscais de que usufruiu e há quanto tempo é que o tem.

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