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Sabe que custos podem estar associados ao crédito pessoal clássico?Sabe que custos podem estar associados ao crédito pessoal clássico?

Sabe que custos podem estar associados ao crédito pessoal clássico?

Sabe que custos podem estar associados ao crédito pessoal clássico?

Ao contratar um crédito pessoal são vários os custos associados de que deve estar a par. Saiba quais.

O crédito pessoal é um contrato em que se assume um compromisso financeiro, pelo que há vários aspetos a considerar antes de tomar uma decisão final. Identifique os custos envolvidos para saber com o que pode contar e (re)organizar, se necessário, o seu orçamento familiar. Não menos importante, convém certificar-se se a entidade financeira que vai contratar (banco ou outra instituição financeira a quem vai pedir o crédito) está autorizada para o efeito pelo Banco de Portugal – isto permite-lhe evitar burlas e outros problemas.

O “valor global que o cliente paga pelo empréstimo, ou seja (…) a soma do montante do empréstimo e dos respetivos custos com juros, comissões, impostos, seguros e outros encargos”, é o chamado Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC), explica o Banco de Portugal.

Leia também: Mapa de Responsabilidades de Crédito: sabe o que é e porque deve consultá-lo?

Taxas de juro

As taxas de juro podem ser fixas ou variáveis. No primeiro caso, a prestação é constante, ou seja, é sempre a mesma ao longo do prazo concedido, sendo disponibilizada ao cliente a informação sobre o montante total de juros a pagar; no segundo caso, a taxa de juro é revista periodicamente, podendo por isso sofrer variações, subidas e descidas em função das condições dos mercados financeiros, ao longo do prazo concedido para o crédito.

TAN    

Taxa Anual Nominal é a taxa que multiplicada pelo capital em dívida, gera os juros a pagar pelo crédito pelo período de um ano, representando “o custo associado aos juros do empréstimo”, indica o Banco de Portugal.

TAEG    

Taxa Anual de Encargos Global é a taxa que engloba todos os encargos suportados pelo cliente, designadamente juros, impostos e comissões, seguros exigidos para obtenção do crédito, comissão de abertura de conta à ordem caso seja obrigatória, custos com operações de pagamento e de utilização de crédito se aplicável.

É por isso que na comparação entre ofertas de crédito deverá ter sempre em conta a TAEG das várias opções, uma vez que esta engloba todos os custos associados ao crédito pessoal, que são distintos de instituição financeira para instituição financeira.

 Adicionalmente o Banco de Portugal divulga periodicamente as TAEG máximas que as instituições financeiras estarão autorizadas a praticar para os vários tipos de crédito, sendo aconselhável por isso consultar sempre estas taxas e compará-las entre ofertas de crédito.

“A TAEG e o MTIC, ao refletirem os custos totais do crédito, devem ser utilizados pelos clientes para comparar diferentes propostas de crédito”, sublinha o Banco de Portugal.

Impostos

Os contratos de crédito pessoal são também alvo do imposto de selo sobre a utilização do crédito, também conhecido por ISUC. Este imposto é cobrado no momento da contratação do crédito, e não entra para o cálculo da prestação mensal. Nos créditos pessoais clássicos, a taxa de ISUC aplicada varia de acordo com o prazo do empréstimo.

Comissões

Algumas instituições financeiras cobram uma comissão inicial (cuja designação pode ser comissão de estudo, comissão de dossier, ou outra semelhante) para estudar a viabilidade de conceder um determinado empréstimo. É também possível ver ser-lhe cobrada uma comissão de contratação.

No que respeita às comissões, convém ter em atenção que “nos contratos de crédito celebrados após 1 de janeiro de 2021, as instituições não podem cobrar comissões associadas ao processamento de prestações de crédito ou qualquer outra comissão aplicada com a mesma finalidade”, explica o Banco de Portugal.

Leia também: Conceitos básicos no âmbito do crédito ao consumo